Tem gente que não gosta. Tem gente que gosta, mas não assume. E tem gente como eu: que gosta, que assume, que freqüenta… Estou falando do comércio popular, o famoso centrão da cidade. Ô maravilha! O paraíso BB(A)B – bom, bonito (às vezes) e barato. Comprar no comércio popular, em certos momentos pode ser complicado. Coisa de doido mesmo, tipo… tarja preta. Vai lá em períodos como: dia das mães, dia das crianças… E Natal, então? Tudo por lá fica uma loucura. Um verdadeiro “samba de crioulo doido”.  Ninguém se entende. Ninguém te atende… Mas independente disso, gosto de zanzar por lá. Costumo fazer isso sempre que dá (= tempo livre + dindim sobrando $$$!). E sempre que isso é possível, descubro algo diferente, seja uma lojinha de trecos nova ou um objeto legal, largado no fundo de uma prateleira empoeirada de uma loja qualquer.
De todos por onde eu passei, o meu preferido é o de Sampa. Ah, como ele é cheio de coisas bacanas… A muvuca é grande, vamos combinar? Proporcional ao tamanho da cidade. Mas para mim, ele é demais! E sou louca para conhecer o do Rio. Quem sabe esse ano? Afinal, ele está só começando. Opa! Acrescentar isso na minha lista de metas…
Entre os vários motivos que me faz freqüentar esse tipo de lugar, considero a variedade (de cores, de produtos, de tamanho, de lojas, de gente…), o principal deles. Outro ponto positivo são os preços. São sempre tão convidativos… Compatível ao que vendem, é verdade. Não queira achar porcelana legítima por “1,99” que não vai rolar, meu bem!
Bom, o comércio popular aqui de Belém é razoável (comparado ao de Sampa). Mas se você tiver o “olho bom”, e fizer um esforço para conseguir ver além da bagunça e do corre-corre do lugar, você se dá bem. E com sorte, você traz para casa algumas coisas bem legais. Um dia desses, foi exatamente isso que me aconteceu. Não tem muito tempo, passeando por lá (o maridão ri, dizendo que, só eu, chamo uma ida ao comércio de passeio, pode?), encontrei verdadeiros mimos, que de tão lindos (e baratos), resolvi trazê-los pra casa. Quer ver? Te mostro!
 
E lá estava ela… Largada, tadinha! Sem dono. No meio de um monte de coisa feia e brega de uma loja made China. Quando eu vi essas bolinhas azuis… Ui! Agora meu café da manhã está mais colorido. Valor pago: 1,00 real. Do jeitinho que eu gosto.
 
E o que combina com a minha caneca de bolinhas azuis? Uma latinha vermelha com bolinhas brancas, oras! Oi? Tá bom, eu confesso… Estava precisando? Não! Estava querendo? Sim! Então, comprei! Agora ela serve de porta “qualquer coisa” na minha bancada do atelier. Valor pago: 2,50.
Resultado do passeio: valor total pago nas compras? 3,50. Valor da minha felicidade? Não tem preço!
E para quem tem vontade de ir ao comércio popular, mas não tem coragem, fica a dica: vai! No pior dos casos, você se diverte.
Mari.

Comente:

comentários