Gosto muito de customizar coisas: objetos, móveis, tecidos… E não faço isso apenas pelo sentido “ecologicamente correto” da coisa, mas sim, pelo desafio que cai em minhas mãos sempre que tenho que fazê-lo. Todas as vezes o ritual se repete: frio na barriga, noite em claro pensando na melhor maneira de customizar… E isso para mim significa: deixar a peça funcional completando de maneira bonita o espaço do cliente e, acima de tudo, com a cara dele e atendendo as suas necessidades, mesmo que essas sejam apenas estéticas, sabe?
Bom, mas por que todo esse papo em pleno domingo pela manhã? Eu te conto. Na quinta-feira passada, entreguei um projeto de interiores de um home office/quarto de hóspedes. Até aí, tudo normal, pois esse é um perfil que cada vez mais vemos na casa das pessoas: dar duas funções a um mesmo cômodo, não é? Mas o desafio ainda estava por vir… Quando eu tive a minha primeira reunião com a cliente, ela me mostrou um móvel que estava num cantinho do ambiente, mas que ela não queria se desfazer. Então me propôs dar “um jeito nele”, palavras dela. E assim, o desafio foi lançado.  Coloquei a peça no carro e vim para casa feliz da vida com a nova possibilidade.
 
O móvel antes
 
A idéia que eu tive para esse móvel veio de um outro ponto daquela nossa mesma conversa. A cliente me disse que tinha muitos CDs e que não sabia mais onde guardar. Fiz uma conta de quantos ela possuía e, quando voltei para casa, fiz o projeto do móvel novo. Já te aviso que para essa “customização” eu tive que pedir ajuda a um marceneiro, já que fui muito além do que apenas lixar e pintar, viu? Pois, eu resolvi transformar 1 móvel em 2 e abrigar o que tanto tirava o sono da cliente: os CDs. E o lugar que eu ia reformar para ela era perfeito para abrigar a nova peça. Olha que legal!
Bom, para chegar à idéia do móvel 2 em 1, eu tive que tirar as medidas tanto do móvel quanto de um CD. Assim, vi que dava para colocar uma divisória de 10 cm de profundidade bem no centro dele. Fiz isso para que os CDs ficassem na medida certa das prateleiras que desenhei. Repassei tudo ao marceneiro e esperei. Olha como ele ficou:
 
 
Frente ou verso, verso ou frente? Tanto faz, pois os dois lados são iguais!
Depois que o móvel voltou do marceneiro, eu entrei em ação! Foi hora de eu pintar a peça como no projeto que eu apresentei à cliente e entregá-lo! E olha ele aí, todo prosa já no novo espaço que eu fiz para cliente.
 
 

 

 
As rodinhas ajudam na hora de virar o móvel para escolher os CDs.
 
Eu adoro esse tipo de customização, sabe? Quando a peça fica tão modificada, tão diferente, que vira na verdade, outra. E esse é o grande motivo de eu continuar e gostar tanto de fazer o que faço. Resultado disso tudo? eu adorei, a cliente adorou! Aê! E você?
 
Um ótimo começo de semana para vocês!
Mari.

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