Desde que o Antônio começou explorar a casa, logo ele descobriu que tínhamos em casa uma estante de livros. E ao longo dos meses, confesso, isso se tornou uma tarefa árdua e cansativa demais para mim e para o Fa. Toda hora, lá ia o Antônio, feito um foguetinho, atirar no chão todos os os livros que estavam ao alcance dele e tentar rasgar e babar o maior número de páginas possíveis antes que nós chegássemos para acaba a sua festa. Por conta disso, muitos dos nosso livros acabaram estragando. =(
 
E, como explicar para um bebê, na época com uns 8 meses, que ele não podia brincar de jogar os livros no chão para depois rasgá-los, babá-los?
Até que um dia, depois que o coloquei para tirar a soneca da tarde, resolvi tirar uma pulga que estava atrás da minha orelha há uns dias (ou seguir meu instinto materno), chame isso como achar melhor: tirei os livros da estante que ficavam no seu campo de visão e, no lugar, montei um espaço apenas com alguns brinquedos e livros dele. Pliiiim! Como em um passe de mágica a questão com os livros foi simplesmente resolvida. 
 
Moral da história 1: no final das contas, o Antônio estava nos sinalizando, da forma dele, que ele queria usar aquele espaço da casa para brincar também e, como lá não tinha nada apropriado para idade dele, ele acabava brincando com o que tinha.  
 
E antes que você se/me pergunte: sim, ele tinha um balde com brinquedos disponível. Sempre teve, na verdade. Mas agora ele me dizia que queria mais. Afinal, agora não está na fase de ele explorar o mundo? 
De alguma forma, o Antônio percebeu que escalar parte da nossa estante era um grande barato! E que ir até o balde já não era uma aventura tãããão divertida assim. =) 
 
Moral da história 2: eu tenho percebido que ter um olhar atencioso e cuidadoso sobre meu filho tem me levado a uma maternidade mais serena e feliz, cheia de grandes alegrias e de muito aprendizado.
 
P.S.: Gratidão, meu filho, #gratidão. <3.
Mari. 

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