Gosto particularmente do aconchego que as cores me proporcionam. Para mim, o branco incomoda muito. Na minha vida ele vai ser sempre um coadjuvante e nunca a peça principal. Sempre foi assim. Desde pequenininha. Lembro muito bem. Eu sempre com um lápis e papel nas mãos desenhando. Sempre com canetinhas coloridas espalhadas pela mesa de jantar da casa dos meus pais. Essas são as melhores lembranças da minha infância. Eu não consigo explicar o meu fascínio pelas cores, só sei que ele existe e, qualquer um que me conheça um pouquinho que seja, percebe isso tão rápido.
E fazendo minhas as palavras de Luciano Martins (artista plástico Catarinense do qual sou fã), eu pergunto: as pessoas percebem todas as cores que há em nossa volta, como eu percebo? Tudo bem, você vai me dizer que há anos faço isso, então, para mim, é fácil. Mas não é bem assim. Trabalhar com cor é paixão, ou você gosta, ou não. Trabalhar com cor também é bom senso, para não correr o risco do espaço ficar cansativo demais por cor em demasia. Mas, independente disso ou daquilo, cor para mim é necessidade. E faz toda a diferença no lugar, seja num pequenino objeto sobreposto numa mesinha lateral, seja numa imensa parede da sala de estar.
E, como costumo dizer: cor para mim é, acima de tudo, liberdade de sonhar. E por isso, ela é tão apaixonante. Bom, hoje não vou mostrar um passo-a-passo qualquer, ou um trabalho desenvolvido no meu ateliê. Resolvi mostrar, mesmo, algumas das várias cores que me acompanham por aqui. Ao redor delas tudo fica tão quentinho, como colo de mãe. E eu espero que você, que passe por aqui, também se sinta tão aquecida quanto eu. 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
Uma quarta de muita cor para você!
Mari.

Comente:

comentários