Desde dezembro passado, estou tocando um projeto de interiores em um condomínio horizontal, aqui em Belém. E, para quem ainda não sabe, sim, além de artista plástica, também sou designer de interiores. A mulher trabalha, ó! Mas, confesso que quando consigo fazer algo como o que vou mostrar agora, tudo passa, tudo mesmo: o cansaço, as noites em claro trabalhando, tudo… Mas, continuando… A cliente queria dar uma repaginada total na sua varanda. Já cansada da vida monótona que a varanda dela levava decidiu: ano novo? Então, varanda nova! Quero alegria! Muita cor! E fiquei muito feliz, pois de quem ela lembrou na hora de fazer o projeto? Oui, de moi!
Bom, como a base dos meus projetos é, além das cores, o custo acessível (pois acredito indiscutivelmente que uma casa pode ser linda, sim, sem você gastar tudo o que tem no bolso), o primeiro passo foi o que chamo de “caça aos tesouros”: buscar peças já desacreditadas pela cliente, que depois de repaginadas podem perfeitamente permanecer na família por mais alguns bons anos. E entre os vários achados que encontrei por lá estava um paneleiro. Aqueles típicos de Minas Gerais, sabe? E hoje o post é justamente sobre ele.
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O paneleiro estava guardado no depósito da casa, pois com o tempo ficou enferrujado. Tadinho!  Mas pensei na hora que o vi: como uma peça tão cheia de história como essa, pode não ter o destaque merecido?  E foi assim que o trabalho começou…
Olha como ele estava:
 
Olhando, parece até que ele não tinha mais salvação, né? Na-na-ni-na-não… Pois é aí que “euzinha” entro em ação!
Agora, uma das partes mais bacanas do meu trabalho: a repaginação, ou customização ou restauração ou o que mais você preferir chamar.
Após limpar o paneleiro, foi hora de lixar. A parte chata do processo, mas necessária, já que ele estava com ferrugem em várias partes.
 

 

Limpei-o novamente e apliquei duas demãos de zarcão (um fundo anticorrosivo), respeitando o intervalo de uma hora entre as demãos. Isso é bom para trabalhar a ansiedade…


E olha ele, já começa a ganhar forma. Repare que preservei a pintura já existente das galinhas. Por quê? Já te mostro! 😉
A melhor parte do projeto: as cores! Bom, com base no que foi definido no projeto, escolhi pintá-lo de amarelo(tinta esmalte). Dentro, para realçar as galinhas e as flores, pintei o fundo de branco.
 
E, depois de três dias trabalhando arduamente no paneleiro, eu pude, finalmente, abrir aquele sorriso. E olha como ele ficou, já na sua varanda nova.
 
Não ficou bacana? Elogio mesmo, afinal, a cria é minha, oras! 🙂
 
Pois não é que ele já ganhou companhia? Olha que graça o macaquinho.
Bom, e foi assim que a varanda começou a ganhar cor, vida, alegria…
 
Aguarde! Logo, logo, cenas dos próximos capítulos…
Mari. 

 

 
 

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