Sempre que um projeto de quarto de bebê é entregue aos meus clientes a cena se repete: eu abro a porta, chamo os papais e, ao entrar, eles são tomados por uma emoção imensa.  Em seguida vêm as lágrimas, o papai e a mamãe se olham e sorriem com cumplicidade, se abraçam, aí lembram que eu estou ali e, no meio de risos frouxos, me abraçam também e me agradecem por tudo. Eu, por muitas vezes, mergulhada em tanta emoção, claro, choro também, pois para mim sempre é muito difícil ver alguém chorar e não me emocionar.
Quando chegou a hora de criar o cantinho do nosso solzinho, me caiu a ficha: tinha chegado a hora de vivenciar aquele sentimento também.
O quarto do Antônio foi feito com dois “ingredientes”: calma e amor.
Calma, pois assim tem sido toda a minha gestação. Percebi que isso faz bem para mim e para ele, também. E assim tem sido o meu dia a dia desde que descobrimos que seríamos pais.
Amor, pois é isso que permeia o meu mundo, a minha vida, o meu coração e a minha alma desde que ouvi seu coração bater forte e ritmado pela primeira vez dentro de mim.
Bom, tirando a introdução poética do texto e pensando na parte mais técnica do projeto, eu e o Fa decidimos algumas coisas:      
 
1) O quarto tinha que ser feito para crescer com ele, ou seja, não queríamos um quarto de bebezinho, sabe? Com cômoda-trocador, com armário infantil, com papel ou faixa de parede com motivo de bebê, etc.
 
2) Que o quarto dele fosse uma extensão do nosso refúgio colorido (que agora é dele também).  Sendo assim, tudo, de certo modo, tinha que estar integrado, como hoje já é todo o nosso lar.
 
3) Não teria um tema específico no quarto dele. Tudo seria permitido desde que fosse alegre, divertido, colorido… Como é nossa vida. =)
Foi uma delícia ficar semanas e mais semanas dedicando cada tempinho livre que tínhamos para deixar tudo como queríamos. E, como formiguinhas, fomos fazendo, comprando, supervisionando… Todo dia uma coisa a menos. E, mesmo com Fa viajando a trabalho durante a etapa mais crítica do projeto, eu fui tocando as coisas com bravura por aqui.
Fomos garimpando muita coisa por aí, outras tantas o Antônio herdou, pois eram minhas ou do Fa, e claro, muitas outras eu fiz sozinha nos meus finais de semana: bordei, costurei, pintei…
Percebi, durante o processo todo, que o cantinho do Antônio era algo meu e do Fa, um projeto só nosso, como é o Antônio para nós e, por isso, nós dois compartilhamos e fizemos tudo sozinhos. =)

Quando eu terminei de arrumar o cantinho dele, eu chamei o Fa e, juntos, nos olhamos, choramos, sorrimos com cumplicidade e nos abraçamos forte, agradecidos por tudo que estamos vivendo. 

Eu me lembrei, sim, dos meus clientes, pois eu senti, finalmente, aquele sentimento, sabe? E tudo fez sentido para mim.
Bom, para você que foi guerreira (o) e aguentou o texto mais doce e açucarado que já fiz desde que criei o blog, deixo algumas fotos.  Acho que elas vão rechear melhor toda essa história que está apenas começando…
 

 

Beijos,
Mari.

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