O Antônio está prestes a completar 8 meses (como passa rápido!) e já fizemos algumas modificações no seu quartinho. Lembra dele? Claro que não foi nada grandioso, dispendioso, com quebra-quebra e tal. Mas acho que foram mudanças importantes e bem significativas para o seu desenvolvimento, o que me deixou bem feliz por fazê-las.
Para entender melhor o porquê de tais mudanças, tão cedo, eu preciso te falar uma coisa: somos simpatizantes do método desenvolvido pela Maria Montessori. Conhece? Li e pesquisei bastante sobre o método Montessoriano, quando o Antônio ainda estava na minha barriga. Eu e o Fa gostamos muito das diretrizes do método que enfatiza (falando de maneira bem resumida), a importância de se criar um ambiente estimulante, de maneira que a criança seja capaz de aprender por ela mesma por meio de suas próprias experiências.
Mas, mesmo acreditando nisso, não quisemos fazer um quarto Montessoriano, logo de cara. Queríamos primeiro sentir como seria sua adaptação em casa, como seriam os nossos primeiros meses de intensivo juntos. Afinal, é tanta novidade e aprendizado juntos… Então, resolvemos que as adaptações do quarto dele seriam feitas aos poucos, com calma, de acordo com o seu crescimento. Como não gosto de rótulos, não posso falar que o quarto do Antônio é ou será um quarto genuinamente Montessoriano. Mas sim, um quarto que tem uma forte influência do método.
Bom, a primeira grande mudança que fizemos foi a troca do berço pela cama. Essa mudança aconteceu por volta dos 5 meses dele. Na verdade, foi ele mesmo que nos sinalizou que já estava na hora dessa mudança. Como? Quando ele começou a acordar várias vezes durante à noite, chorando, irritado, sempre atravessado no berço. Isso enlouquece qualquer pai/mãe, gente! Logo ele que sempre dormiu tão bem. O que estava acontecendo???
Acendeu, então, um sinal vermelho na minha cabeça! Que talvez ele tivesse me mostrando, da maneira dele, que era preciso eu lhe dar mais espaço na hora de dormir. E eu estava certíssima! =)

Então, sem drama, saiu o berço e entrou a cama dele, que eu mesma projetei e um marceneiro de confiança executou para mim. Pensei em uma cama com bastante espaço e bem baixinha, rente ao chão, assim como o método propõe, justamente para ele ter mais autonomia e liberdade de movimentos.


Para a cama ficar nas medidas atuais, eu tive que comprar mais um colchão de berço e colocá-los lado a lado na estrutura de MDF branco que eu projetei. Na frente dela coloquei duas placas de EVA (50 x 50 cm), que reforçam a segurança caso ele role para fora da cama durante o sono.

 

Por hora, o cortinado continua, dando um clima de cabaninha.
A segunda mudança foi na reorganização dos brinquedos. No quarto dele já tinha um móvel amarelo baixo, onde eu organizava alguns livros e DVDs, que ele herdou de mim e do Fa, entre outras coisas. Mas como ele agora brinca, interage com a casa que mora e já dá sinais de que ele vai engatinhar, eu resolvi usar esse móvel para organizar apenas os seus brinquedos. A ideia é que fique tudo à vista e ao alcance dele. Logo mais, quando ele começar a andar, ele sozinho pode ir buscar o brinquedo que quiser sem precisar pedir para mim ou para o Fa.
Os livros e DVDs que estavam nesse móvel amarelo foram relocados para a prateleira alta sobre o trocador. Como são objetos que ele só vai usar quando for bem grandinho, ficar lá não tem problema algum.
Assim como o método propõe, dividimos os brinquedos que ele mais gosta em dois baldes plásticos bem práticos, e fazemos um sistema de rodízio. Isso permite que ele explore cada um com calma e concentração necessárias. Periodicamente mudamos os brinquedos do balde. 
Hoje, quem entra no quarto dele tem essa visão.
A próxima mudança vai ser no seu cantinho de leitura. Ah, mas isso é papo para outro post.
 
Até mais, 
Mari.

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