Eu adoro a cultura indiana. Vira e mexe me pego planejando uma viagem para lá. Que fique claro: só planejando, pois chegar lá demanda muito tempo e dinheiro. Ou seja, uma combinação nada fácil nos dias atuais… Mas, se um dia eu for (e eu vou!), também não seria uma viagem de autoconhecimento, uma busca por respostas sobre mim e a minha vida (coisas que muitos procuram). A minha ida para lá seria em busca de texturas, tecidos, cores, muitas cores, cheiros e claro, culinária. Imagino esse lugar uma verdeira ofuscação de cor e de alegria… Prato cheio para quem trabalha e gosta disso como eu!

Mas pra que esse blá-blá-blá todo já que não vais viajar tão cedo pra lá? Você me pergunta. Oxé! Calma gente! É que, às vezes, a mulher aqui, acorda assim: carente do mundo, querendo tagarelar, louca por atenção, oras! Posso não? =) O outro motivo é que ainda estou ma-ra-vi-lha-da com a belezura que ficou aqui no ateliê por umas semanas. Imaginem: uma cliente me encomenda um oratório para sua estátua indiana, que ela trouxe de sua viagem a Índia. 
 
E pelo seu relato, a viagem foi perfeita. A peça que ela trouxe está cheia de lindas e emocionantes histórias. E eu? Bom, eu agradeço, oras! Agradeço a tudo que é deus indiano e os não indianos também, pela felicidade que eu tenho de trabalhar com o que eu trabalho. De ter sempre a oportunidade de conhecer pessoas carregadas de histórias emocionantes de vida. Pois sim, cada peça que eles trazem até aqui, que cai nas minhas mão, carrega muita, muita vida… E o resultado “dessa” história? Bom, “dessa” eu te mostro agora mesmo! 
 
 
Para esse trabalho, assim como na Índia, abusei das cores e das texturas. 

 


No detalhe: flor de feltro e muito fitilho colorido…

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Além de tecido comum, usei também tecido adesivo e tinta acrílica.  No piso, eu fiz um mosaico simples com pastilha de vidro.
 
Balanço final: uma cliente super feliz e emocionada com sua peça, e eu querendo cada vez mais conhecer a Índia… Ai, ai…
 
Mari.

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