Comecei a “arranhar” na costura ainda menina, vendo minha mãe fazer uma coisinha ou outra para a nossa casa. Uma época em que a máquina de costura tinha aquele balanço gostoso, quase um embalo de rede… Aprendi da maneira mais difícil: na mão. E aprender a costurar me foi tão útil, principalmente quando saí da casa do meu pai para estudar fora.

É engraçado como hoje não se dá tanto valor ao trabalho manual como se dava há uns anos atrás (ontem mesmo conversei sobre isso com o Fa). Antigamente, encontrar uma costureira era o equivalente, hoje, a encontrar um vendedor de CD/DVD pirata: em toda esquina tinha uma. Todo mundo tinha uma mãe, uma tia, uma avó que costurava. Hoje, uma boa costureira tornou-se artigo de luxo, algo cada vez mais raro de se encontrar. Uma pena.
O bom de saber costurar é que: se você gostar de moda pode fazer as suas próprias roupas. Se gostar de decoração pode fazer muita coisa bacanérrima para a sua casa, e por aí vai…
Apesar de eu gostar de costurar e saber a um bom tempo, só ganhei a minha primeira máquina há uns 3 anos. Lembro que no dia que a ganhei chorei feito criança quando ganha a sua primeira bicicleta. E foi aí que eu percebi que o meu carinho pela costura era bem maior do que eu imaginava.
A minha máquina é bem básica (nem sei se quero uma mais power), por hora, estou muito bem sim, obrigada. E, como gosto de decoração, já produzi muuuuuuitos mimos para a minha casa. Na época que compramos o nosso refúgio colorido, fiz muita costura para decorá-lo. Sabe como é, casa nova a gente quer mais é mimar, embelezar, cuidar… até dizer: chega! E pensando na minha peça preferida dessa época e uma das peças que mais gostei de fazer, e gosto tanto que já tem dois anos que ela foi feita e está novíssima de tanto que zelo tenho pela bichinha, foi uma almofada que fiz para decorar o nosso quarto.
Gosto dela, pois foi feita apenas com retalhos, ou seja, trabalho manual dos bons, do jeitinho que eu gosto. Fazê-la me deu um trabalho do cão! Imagina juntar retalhinho por retalhinho? Mas, como eu queria usar “aquele” tecido em especial (pois o danado combinava direitinho com as outras almofadas que já tinha), e como eu só tinha pedaços variados dele o único jeito foi… Costurar os benditos retalhos. 
Mas, como disse, trabalho manual dos bons vale muito o sacrifício… Tô certa ou tô errada? =)
 
 
 
 
 
 
Viu os retalhos? E o bordado? Bom, isso é assunto para outro post!
 
 
 
 
Mari.

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