Sempre acreditei que idéias criativas podem transformar um ambiente para melhor. Afinal, quem disse que uma casa bonita é uma casa cara? Acredito, indiscutivelmente, que para uma casa ser aconchegante e acolhedora tem que necessariamente ter a cara do seu dono. A minha casa, por exemplo, descreve muito bem quem eu sou e é assim que eu gosto seja.
 
“A casa tem que ter a alma do dono” (sempre gostei dessa frase!).
 
Pesquisando na web, lendo sobre o assunto em publicações especializadas, fiquei maravilhada em perceber que muita gente compartilha deste mesmo pensamento. Fiquei tão feliz como se eu tivesse, finalmente, encontrado a minha “turma”. Oba!
 
De repente, palavras como: personalizar, customizar, repaginar, reaproveitar, reusar, recriar, ganharam tanta força que hoje ditam “moda” quando o assunto é decorar o home sweet home. E me parece que não adianta fugir. Virou tendência! Como falam os descolados. E todo mundo que se interessa pelo assunto as conhece bem.  E falando sério? Eu gostei de ver que os especialistas no assunto tiveram a sensibilidade em perceber que o lema agora é personalizar.
Eu, particularmente, não tenho nada contra o estilo clean e minimalista que muitos apreciam, e que, por anos, víamos estampado nas capas das revistas de decoração. Mas é muito bom saber também que agora, tem espaço para um estilo “novo”, onde as cores predominam, sejam nas paredes, nos móveis ou ainda, nos objetos de decoração. Hoje, é perceptível que o conforto e o bem estar tornaram-se bem mais importantes do que o luxo e a ostentação e que as memórias do passado e lembranças de família, antes guardadas em caixas no fundo do armário (como se fossem algo proibido ou vergonhoso), ganharam um lugar cativo na casa, e se espalharam pela sala, pelos quartos, pela cozinha… E o que resulta deste mix? São as belezuras que vemos hoje estampadas nas capas das revistas e nos blogs de decoração: são casas cheias de personalidade e beleza singular. Como costumo dizer: “Verdadeiros mimos para os olhos e para a alma.” Eu acho que essa nova “fase” da decoração (se é que eu posso falar assim), veio para ficar. E eu brindo a isso! Tim! Tim!
 
Esses dias, fazendo uma retrospectiva na minha cabeça, percebi que comecei a personalizar (ou estilizar), a minha casa, sem nem saber que o que eu estava fazendo, na verdade, era isso. Não sabia que existia um nome, ou nomes, para definir meus feitos doméstico-decorativos e afins. Na época, via isso mais como uma questão de “sobrevivência”. É! Sobrevivência, mesmo! Eu explico, pois a matemática é simples: casa de uma estudante + vontade de deixar a casa bacana + pouca grana = muita criatividade para deixar tudo bonito! Vem dizer que você nunca passou por isso? Para mim, em particular, que sempre gostei de uma casa bo-ni-to-na, super descolada e aconchegante, independentemente do imóvel que eu morasse, só mesmo a “Santa Criatividade” para me ajudar nessas horas. E criatividade, que fique bem claro, anda junto com a mão na massa, viu? E para a minha felicidade, sempre convivi muito bem com as duas. Amém!
 
Mas acho que o start na minha cabeça sobre o que eu fazia, e gostava de fazer, só se deu mesmo, depois de uma temporada em Paris (Ah, Parris!…). Fui lá para aprimorar meus conhecimentos em Física Quântica, e voltei com uma descoberta nada científica: descobri que a minha paixão mesmo era o design, as artes… Era isso que me encantava de verdade, que me fazia perder o sono de forma prazerosa e ter vontade de aprender mais e mais… Acabei então, tornando-me uma apaixonada pelo assunto e comecei a estudar… Agora, essa “paixão arrebatadora”, que primeiro virou um hobby sério, hoje é a minha profissão. Bom, mas isso é uma outra história e contarei quando for à hora certa, ok? Até lá, quero compartilhar aqui no blog as experiências que tenho vivido para deixar a minha casa mais colorida e personalizada, sem gastar muito dinheiro, pois esse sempre foi o meu lema. Afinal, casa de verdade não se compra em loja, toda pronta e embalada. Um lar é fruto de trabalho lento e contínuo, mas com um resultado extremamente prazeroso, para a minha total felicidade…
 
Nos vemos por aqui.
Mari

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